CLAMP, vampiros e outras surtações


Oi!
Tô aqui pra compartilhar sobre a primeira leitura que concluí este ano, um mangá tão doce que deveria vir com um aviso de “impróprio para diabéticos”, e sobre um livreto que li ano passado do qual ele me lembrou, um material que devia vir com um aviso de “não recomendado para MAIORES de 18 anos” e eu devia ter imaginado que é perfeito pra adolescentes … e só.
O mangá é “A pessoa amada”, uma coletânea de “contos” feitos pelo grupo CLAMP, e na hora que vi a revista na banca e que elas são as autoras, eu comprei sem pensar duas vezes. Ah, se alguém aí quiser comprar pra mim os mangás de Guerreiras Mágicas de Rayearth ou de Tsubasa Chronicles de presente, eu aceito!
Descição da contracapa:

Desenhado a partir das experiências pessoais do grupo CLAMP, “A Pessoa Amada” oferece uma visão única das vidas das criadoras e na concepção elusiva do próprio amor.

Esta coleção íntima de pequenas histórias e divagações não ignora os assuntos do coração, a insegurança, a honestidade, a distância, a independência, a idade e, é claro, o casamento.Esta antologia de volume único agrupa 12 histórias individuais, cada uma protagonizada por jovens mulheres autônomas, que podiam muito bem ser qualquer um de nós.

Só consigo descrever estas histórias como fofas, doces, desesperadamente românticas. Tudo relacionado a namorados, dia dos namorados, casamentos, declarações de amor, sentimentos bonitos e açúcar, tempero e tudo o que há de bom – enfim, acho que, junto com a sinopse, você já consegue entender como é que essa coletânea é.
E devo admitir que gosto mesmo de umas leituras assim. Tem horas que chega a ser irritante de tão clichê – especialmente algumas histórias narrando sobre inseguranças que sentimos quando ficamos apaixonados, e como a gente fica totalmente nas nuvens – mas é exatamente isso que tornou a peça agradável pra mim.

Outra coisa que me cativou nesse pequeno mangá que você consegue ler em menos tempo do que você imagina foi que o traçado me lembrou DEMAIS as personagens de Sailor Moon e Sakura Card Captors – esta inclusive é das mesmas criadoras, então, duh, era de se esperar que fosse ter semelhanças – animês que marcaram parte da minha infância e início da adolescência. Ah, por favor, se você acha que “as pessoas em desenho de japonês é tudo um bando de gente de olho grande”, então, fecha este blog agora, por favor.

Agora… Ler isso e pensar um pouquinho feito uma boba sobre o que tinha acabado de ler me lembrou de imediato de um outro livro que eu tinha lido no ano passado e colocado no meio dos “vergonha eternamente de ter lido isso”.

Descição da contracapa:

Vampiros não existem apenas no cinema, não! Nesta nova aventura, July conta como foi seu encontro com esse povo do mal.

Ela descobre que o mundo está cheio de gente que adora sugar amor, amizade e até sonhos de quem está por perto. E aí? Como se defender? Crucifixo, alho, estacas… nada disso funciona contra um namorado egoísta, uma falsa amiga e uma meia-irmã pra lá de intrusa. A tragédia fica completa quando um perfil fake na internet começa a espalhar mensagens aterrorizantes sobre seu namoro. De arrepiar!

Só o ícone da Revista Atrevida ali no canto já devia ter adiantado pra mim o que eu encontraria.
Este livro é sobre uma adolescente vivendo os conflitos que são normais nessa fase. Eu teria apreciado bem mais se eu tivesse, sei lá, 14 anos de idade, mas apesar disso consegui visualizar uma versão mais nova de mim mesma ali, vivenciando o mesmo que a garota porque tem coisa ali que parecem com situações que eu vivenciei e sei que mais gente vive/viveu também.
E pra mim é isso que deixou o livro “ok”. Não tem uma quantidade grande de páginas, é bem rápido de ler e a decoração das páginas é visualmente bem legal. Serve bem como um presente simples praquela amiga/filha/sobrinha/neta/filha do amigo ou do parente, e vai de certa forma ajudá-la a refletir sobre amizades, relacionamentos e família, além de ser um meio de incentivar o gosto pela leitura.

E deixa eu ir ali reler a versão das CLAMP de Alice no País das Maravilhas…

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Thales Moreira

Thalles Marques (O Poderoso Chefão) Nascido em uma cidadezinha minúscula do interior de Minas Gerais, as fronteiras daquele lugar não impediram que fosse diferente de grande parte das pessoas da cidade, e seu interesse por leitura de vários tipos (exceto clássicos portugueses e brasileiros, os quais abomina até a morte!) fez com que encontrasse outras pessoas muito interessantes de outras cidades, que tinham o mesmo vício infinito por livros. Foi de uma destas amizades feitas em chats sobre séries e livros que nasceu o Our Cup of Tea. Sua série de livros preferida é Harry Potter, e muitos que convivem com ele todos os dias já não suportam mais ouvir falar do "Menino que sobreviveu". Cursa Jornalismo, mas não vê a hora de poder pegar o diploma e iniciar mais uma faculdade, desta vez enveredando pela área jurídica. Também faz eventuais postagens no blog Los Moderninhos, na coluna Moda e Livros, onde fala de livros com temas relacionados a moda, e participa da Revista Brasil Literando, voltada para o público literário brasileiro, com a coluna de entrevistas e revisando a diagramação.

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