Da Impressão Régia ao Bookess: A Evolução das Editoras Brasileiras – Parte 1


Olá pessoal!!!
Depois de algum tempo sem postagens eis que volto com várias para essa semana! Na verdade, as postagens desta semana serão de uma grande reportagem que fiz para o final do semestre na minha faculdade, e como trata de um assunto interessante a todos os que frequentam o blog, achei interessante postar. Enfim, minha ideia inicial era dar uma perspectiva de como as editoras evoluíram no Brasil desde a instalação da primeira máquina de imprensa no país até os tempos atuais, das publicações digitais. E com vocês fica hoje a primeira parte desta reportagem, espero que gostem e deixem comentários falando o que pensam!!!


     Para os apaixonados pelo mundo literário é quase impossível entrar em uma livraria e não imaginar toda a história e trajetória do livro no Brasil, da inserção da primeira editora nacional até os dias de hoje, um longo caminho foi percorrido, da publicação apenas de periódicos à atual era digital dos livros.
     É com esta intenção que convido você, leitor, a embarcar nesta viagem pela história fantástica das publicações no país que hoje se tornou um dos mais importantes no mundo editorial.
A instalação da Impressão Régia e a origem das editoras no Brasil
     A história do livro no Brasil tem seu início há mais de 200 anos, com a transferência da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro; além de toda a coleção da Biblioteca Real, a Coroa Portuguesa também trouxe na bagagem um prelo de madeira, de origem inglesa, o qual foi instalado e utilizado para que fossem impressos documentos oficiais do reino, tornando-os públicos.
     Na mesma época iniciou-se a produção do primeiro jornal impresso do Brasil, A Gazeta do Rio de Janeiro; até então, este tipo de produção era totalmente proibido na colônia, para que não houvesse a disseminação de ideias contrárias às da Corte Portuguesa. Logo em seguida, a Impressão Régia publicou também uma edição de Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga. A liberação da atividade editorial em território tupiniquim fez com que surgissem rapidamente vários jornais e revistas menores. Duas editoras privadas são consideradas como as principais responsáveis pelo desenvolvimento do trabalho editorial no Brasil, a Livraria Universal, que depois viria a se chamar Typographia Universal, de propriedade dos irmão Eduardo e Henrique Laemmert, e a editora Garnier, de Louis Baptist Garnier, que investiu pesadamente tanto em literatura europeia quanto nacional, apresentando nomes de personalidades consagradas em seu catálogo.
     Garnier ficou conhecido principalmente por seu temperamento forte, especialmente no que dizia respeito às publicações feitas por sua editora, que passam necessariamente pelo seu olhar criterioso, o qual muitas vezes relutava em publicar escritores contemporâneos ainda desconhecidos em sua época, como os consagrados José de Alencar, Graça Aranha e Olavo Bilac. A Laemmert ainda passou por várias mudanças, de mãos e nome, após a morte de seus proprietários fundadores, chegando ao fim com a Gráfica Laemmert, responsável por também publicar algumas obras conhecidas, com o livro Cartas Chilenas, do mesmo autor de Marília de Dirceu.
 Imagens: IHGRGS – Instituto Histórico e Geográfico do RS, ABL – Academia Brasileira de Letras e AN – Arquivo Nacional.
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Thales Moreira

Thalles Marques (O Poderoso Chefão) Nascido em uma cidadezinha minúscula do interior de Minas Gerais, as fronteiras daquele lugar não impediram que fosse diferente de grande parte das pessoas da cidade, e seu interesse por leitura de vários tipos (exceto clássicos portugueses e brasileiros, os quais abomina até a morte!) fez com que encontrasse outras pessoas muito interessantes de outras cidades, que tinham o mesmo vício infinito por livros. Foi de uma destas amizades feitas em chats sobre séries e livros que nasceu o Our Cup of Tea. Sua série de livros preferida é Harry Potter, e muitos que convivem com ele todos os dias já não suportam mais ouvir falar do "Menino que sobreviveu". Cursa Jornalismo, mas não vê a hora de poder pegar o diploma e iniciar mais uma faculdade, desta vez enveredando pela área jurídica. Também faz eventuais postagens no blog Los Moderninhos, na coluna Moda e Livros, onde fala de livros com temas relacionados a moda, e participa da Revista Brasil Literando, voltada para o público literário brasileiro, com a coluna de entrevistas e revisando a diagramação.

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