Resenha de Filme – Lucy


*AVISO: A RESENHA A SEGUIR PODE CONTER SPOILER!*

Quando vi o trailler do filme, disse a mim mesma: “Nossa, preciso assistir a este filme!” E assim o fiz…
O filme foi lançado no Brasil no dia 28 de agosto e já havia arrecadado mais de 270 milhões no dia 01 de setembro, apesar de seu orçamento modesto de 40 milhões.

Mas o que dizer do filme?
Embora seja feita uma (infeliz) analogia com a primeira mulher primata [inclusive, em uma das cenas as Lucys se encontram], as contribuições desse filme para a evolução humana e científica param por aí.

Normalmente nunca vou com muita sede ao pote (ou melhor, ao cinema) quando o filme é de ação. Realmente eu procuro exatamente isso: ação! E quando o diretor do filme é Luc Besson, eu fico um pouco com receio… Ação é o ponto forte dele, mas os filmes de ficção científica são um pouquinho viajados (na minha opinião).



Mas ok, justamente por se tratar de ficção científica, podemos relevar algumas coisas além do nosso natural, sendo até desleal criticar o tema do filme, o qual decide explorar a lenda urbana de que acessamos apenas 10% da nossa capacidade cerebral, algo que já foi desmentido inúmeras vezes (utilizamos, na verdade, todo o nosso cérebro em momentos diferentes).

Até aí, não há problema algum, já que podemos pegar temas controversos, que já foram muito explorados ou até mesmo comprovados, e desenvolver além de nossa imaginação.



Na minha opinião, Besson pecou ao retratar Lucy apenas como uma pessoa sem ambições ou desejos. Assim, ao se desenvolver cerebralmente, não tenha utilizado isso para um bem maior. Ela não adquiriu qualquer tipo de desejo ou ambições. A procura por lhe trazer humanidade em algumas cenas ainda foram irrelevantes, e o personagem é inconsistente. A protagonista é insossa e vazia, tendo como único objetivo ir atrás de quem lhe prejudicou e a tirou da vidinha besta (que talvez ela tivesse). Os demais personagens são igualmente sem propósito, a criação da suposta droga sem ter o porquê, e toda a suposta teoria de que ao atingirmos 100% do cérebro poderíamos ter superpoderes vai por água abaixo no decorrer dos minutos por ser muito absurdo.

Mas o filme também possui qualidades. Os efeitos especiais não deixam de jeito nenhum a desejar, também contamos com sequências de ação divertidas com cortes rápidos e precisos. A aposta no bom humor, em diversos momentos, oferece mudanças de ritmo, que são bem-vindas num filme de forma geral bem frenético e que tenta ter um fundo filosófico (que às vezes conta com frases soltas e despropositadas dos personagens). 


Lucy poderia ser bem mais do que se propôs, com o ótimo diretor e os dois atores de peso – Scarlett e Freeman -, o filme possui algumas falhas altamente evitáveis: personagens desinteressantes e fracos. Além do mais, como já dito acima, para uma pessoa que desenvolva tantas habilidades, foi egoísta por parte de Lucy se esforçar tanto para perseguir apenas um chefão da máfia.

Durante os minutos do filme, ao ver Lucy desenvolvendo suas habilidades cerebrais – e infelizmente apenas desenvolveu isso, já que não se tornou um ser humano melhor -, lembrei muito de um filme que explora o mesmo tema: Sem Limites, de Neil Burger [esse vale a pena assistir].

Friso aqui que é apenas a opinião de uma espectadora, não sou crítica de cinema, mas sou exigente pelo o que pago para ver.
Apesar de tudo isso, o filme valeu pela ação. Dou 3 estrelas!

Ano: 2014
Direção e roteiro: Luc Besson
Gênero: Ação, Ficção Científica
Elenco: Scarlett Johanson, Morgan Freeman, Min-sik Choi, Amr Waked
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