Resenha Liberta-me – Tahereh Mafi


Liberta-me começa de onde Estilhaça-me termina, com Juliette, Adam e Kenji chegando ao Ponto Ômega, a base da resistência contra O Reestabelecimento. Após descobrir que não é a única com poderes, ela precisa se esforçar para se adaptar ao lugar, enquanto os outros integrantes parecem ter medo dela, fazendo com que se sinta deslocada e só. Tudo piora quando Adam demonstra reações estranhas ao toque de Juliette, amedrontando-a de que talvez a única pessoa que pode tocá-la não seja quem ela quer. Ao mesmo tempo, Juliette começa a sentir alguma coisa além de asco por Warner, filho do líder d’O Reestabelecimento.

Em março deste ano iniciei a leitura de “Cidade das Almas Perdidas”, da série Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare, que eu adoro. Mas, por alguma razão, toda e qualquer ação dos personagens, me deixava frustrada e com vontade de gritar e jogar o livro longe. Eu não podia culpar uma possível mudança na escrita da Cassie, porque isso não ocorreu do livro anterior pra esse, e tampouco podia culpar os spoilers que havia lido, pois estes normalmente aumentam minha sede pela leitura. Percebi, então, que aquele simplesmente não era meu momento pra ler aquele livro. Então fiz o que qualquer pessoa faria, joguei o livro pra escanteio, e fui em busca de novas companhias literárias. E deu certo. Dois meses depois eu retomei a leitura de CoLS, e os personagens pararam de me frustrar loucamente.

Agora, por que iniciei a resenha de um livro da Mafi dessa forma, falando da Cassie Clare? O fato é que estou me sentindo desta mesma forma com Liberta-me. Amei Estilhaca-me de uma forma que não consigo descrever, e quando me foi oferecida a chance de ler o resto da trilogia, simplesmente a agarrei com unhas e dentes.

Então, vou “começar” oficialmente essa resenha agradecendo à Lais do grupo Livro Viajante do Skoob por ter me dado a oportunidade de ler tanto Estilhaça-me quanto Liberta-me (e Incendeia-me do qual resolvi sair), mas esse simplesmente não está sendo meu momento. A Juliette parece sentir muita pena de si mesma, e o romancezinho com o Adam verdadeiramente irritante. Mas, enfim, bola pra frente e que a leitura prossiga.

A escrita da Mafi continua linda, e é fantástico perceber os pensamentos verdadeiros da Juliette nas frases “riscadas” que pipocam aqui e ali durante a leitura. Se em Estilhaça-me o romance tira o foco da distopia, em Liberta-me a guerra e como Juliette está no meio dela parecem dominar o quadro. Mas Juliette ainda precisa dominar seus poderes (e, honestamente, se fortalecer muito) antes de poder pensar em encarar de peito o governo opressor.

Cada habitante do Ômega tem funções e afazeres diferentes, de modo que era natural esperar um certo esfriamento no romance entre Adam e Juliette. Especialmente depois das descobertas que fazem de Adam, Adam.

E, para terminar, vamos a Warner, o personagem que mais antagonizou Julliete no primeiro livro. E ela queria detestá-lo, mas depois de determinada cena não conseguiu deixar de se sentir fascinada por ele. Autores, por favor, menos triângulos amorosos, viu? Cansou, ok? Ainda quero, algum dia, ler Incendeia-me e saber como a história de Juliette finaliza. Mas espero fazer isso no meu momento, no meu próprio tempo.

Nota: 4 torrões de açúcar

Ficha técnica do livro:
Título original:
Unravel me
Autor(a): Tahereh Mafi
Páginas:446
Editora: Novo Conceito
Ano: 2013

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