Resenha Soul On Fire: The Life And Music Of Peter Steele – Jeff Wagner


Olá!

Bom, ninguém comenta os posts que eu faço aqui mesmo, então o Thalles nem me puxa a orelha pra postar com mais frequência. Mas tava com saudades de publicar aqui.
Antes de comentar sobre o livro, gostaria de agradecer muito a uma amiga que conheci online chamada Erleen por ter recomendado que eu ouvisse a banda do sr. Peter Ratajczyk (copiei e colei o sobrenome de outro lugar, porque escrever esse monte de consoante junto é pedir pra errar), mais conhecido como Peter Steele.
Quando li o anúncio de que sairia um livro sobre esse artista, já comecei a imaginar um trilhão de coisas que poderiam estar contadas nessas páginas, e… A leitura foi uma excelente surpresa. Pra começo de conversa, de acordo com os relatos ele era incrivelmente introvertido – por causa de uma série de coisas que ele disse/escreveu/cantou/fez, eu não teria acreditado nisso se tivessem me contado sem falar de um monte de situações que o livro descreve. É impressionante como um moleque super desajeitado virou um cantor e compositor com várias letras mais do que controversas, entre outras coisas mais.

Os relatos sobre o processo de produção das músicas, de criação e desenvolvimento dos projetos do Peter, do mesmo jeito que tudo relacionado com o trabalho dele, mostram uma inventividade gigantesca pra lançar uma banda com gravações totalmente diferentes do que se via no rock/heavy metal até então.

Conforme os depoimentos, Pete tinha o raciocínio incrivelmente afiado e adorava fazer piadas e trocadilhos desde sempre, o que a gente consegue observar também nas entrevistas e nas músicas, apesar da inacreditável timidez. A impressão é que ele carregou esse lado da personalidade dele pro jeito que ele se comportava diante do público desde o início da carreira, e os mecanismos dele pra lidar com os conflitos que ele vivenciava incluíam se aproveitar dessa capacidade de fazer ironias sobre si mesmo.

Como ninguém é perfeito, conforme esta biografia, ele tinha um lado um pouco, digamos… politicamente conservador demais pro meu gosto – ele era daquele pensamento “vá trabalhar em vez de querer programa social” (vide letra que ele escreveu de uma música chamada Public Assistance pra uma banda chamada Agnostic Front), mas discutir sobre isso não é o foco aqui nesse comentário. E aí a gente lembra de “We hate everyone” – que infelizmente parece ser difícil de discordar da letra dela, que ainda parece representar a realidade, e que ele adorava ajudar outras pessoas, e fica tudo bem de novo (mais ou menos).

Outra característica do Peter que, pelo menos pra mim, se destaca bastante é que ele gostava bastante de ler e de estudar – não só aprender sobre música, mas assuntos de química e física, entre outros, também eram do interesse dele, de acordo com essa biografia. E juro que enquanto lia esses trechos tentei não pensar em um amigo meu que também curte estudar essas áreas. Ele se interessar o suficiente por vampiros pra modificar os dentes pro formato de presas (eu jurava que as fotos dele com os famosos dentes pontudos eram alteradas) foi algo que achei bastante curioso, porque ouvi falar da banda por fãs de uma série de livros que tem vampiros.

As partes sobre religião e sobre polêmicas por causa de coisas que ele disse ou temas de música foram algumas das minhas preferidas, porque apesar de ter voltado ao catolicismo nos últimos anos da vida dele, acho fenomenal o jeito como ele tratava religião nas músicas. “Christian Woman” é uma das músicas que despertou meu interesse pelo restante do material da banda/dele (ok, ela tá mais pra um vício), e não só por causa daquela voz de barítono maravilhosa que aquele homem tinha.

Umas 4.815.162.342 coisas que eu apostava que leria desde o começo realmente aparecem, mas mais pros últimos capítulos. Não que ele tivesse sido um santo, mas terminei o livro achando mais provável ele ir pra algum tipo de céu ou paraíso que exista do que certos líderes religiosos que tem por aí, apesar de uma infinidade de coisas questionáveis – por exemplo, alguns comportamentos que não são exatamente recomendáveis dele durante algumas turnês. Sobre isso: apesar de eu ser bastante fã do trabalho do Pete, ponto pra uma namorada dele que teria simplesmente não perdoado algumas atitudes dele e casou-se com outro. Contar sobre esse episódio e poucas páginas depois tratar sobre a morte da mãe dele foi crueldade. Eu achava que o final do livro seria um pouquinho diferente.

O jeito como ele faleceu não foi do jeito que eu imaginava que tivesse acontecido. Segundo a biografia, foi por uma questão que poderia ter sido corrigida, mas infelizmente não foi.

Peraí que mal me recuperei de tudo o que senti durante a leitura.

E pra encerrar esse post, escutem Black Number 1:

Nota: 5 torrões de açúcar

Ficha técnica do livro:
Título original:
Soul On Fire – The Life And Music Of Peter Steele
Autor: Jeff Wagner
Páginas: 320
Editora: FYI Press
Ano: 2014

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5 comentários

  1. Você não concorda com a idéia de ”vá trabalhar e esqueça o assistencialismo”? Cara, você é estranho.
    Voltando ao tópico, essa biografia é cheia de lugares-comuns e vale muito mais ler o blog da famíliado Peter, de graça e mais confiável, do que ler isso. É parcial, tem pouca colaboraçãodos membros do Type e tem coisa que é ficção. Não valeu a leitura.

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  2. OLA LI SEUS COMENTÁRIOS E ADOREI CURTO MUITO ELE. SE POSSIVEL GOSTARIA DE SABER SE O LIVRO JÁ ESTÁ DISPONÍVEL EM PORTUGUÈS , TENHO PROCURADO E NAO ENCONTREI ABRAÇOS

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